A fuga

Desmoronar. Não é um verbo. Não é uma palavra apenas. É quando a realidade nos apaga os sonhos. Como se eles fossem desenhados a lápis. Ou um castelo de cartas que cai. Fácil e rápido, mas não indolor. De repente, os sonhos são uma folha em branco que vemos sempre que abrimos os olhos ou um monte de estilhaços de vidro que nos ferem sempre que caminhamos.
É preciso uma coragem tremenda para ousar desenhar ou construir um novo castelo de sonhos. Não a tenho ainda, confesso. Talvez um dia, consiga... Agora, deixa-me chorar, deixa-me gritar, deixa-me fugir, deixa-me curar as feridas. Eu volto... Como o mar.